quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Contos de Lua no Chão em Campinas!




A apresentação acontecerá no Largo do Carmo, em Frente a Igreja do Carmo, próximo ao Bar do Jockey no centro da cidade!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Um pouco de Contos de Lua no Chão...

Algumas imagens da peça...

video

Contos de Lua no Chão

Últimos passos





Últimos dias de montagem. E o nosso pequeno grupo, correndo para dar conta do trabalho pressentido... Cinco. Apenas cinco. No mais pleno processo de auto-gestão. De escrever projetos, a gerenciar o dinheiro, a comprar todos os objetos cênicos, a pregar pregos de estruturas, a conquistar autorizações, a contratar a equipe... Sem dormir. Às vezes sem comer. Faz pensar um tanto. Dolorido isso tudo. De dar vontade de poder ter mais calma. Mais tranquilidade... ao mesmo tempo essa sensação explícita de ser tudo profundamente nosso. Do que decidimos dar conta... o que de fato importa? Insano isso de correr contra o tempo para conseguir instaurar a fantasia, ou a tribuna... coisas em si "inúteis", porque de fato não tem qualquer função utilitária... sem nenhuma necessidade óbvia de serem feitas, para além do fato de que decidimos fazê-las e de que pressentimos que, de alguma forma, o que provocam é benéfico. Eis... amanhã... em cena... o resultado de um imenso trabalho... de cinco pessoas que decidiram fazer da arte invadindo as ruas a sua vida.



Romaria de anti-heróis




E eis que cria-se um corpo pra peça. Os três contos de Mia Couto se transformaram na trajetória patética de figuras em desajuste com a realidade. Um ciclo ao redor da igreja. Do bar, ao parque de crianças... Aquele pequeno Largo que abriga pequenas tragédias. E na peça, essas pequenas tragédias expostas em ciclos. Busca progressiva de vida. Os últimos meses de trabalho nos trouxeram o vendedor de pássaros... vendedor de sonhos... expulsado por ser estranho, avesso ao real... Trabalhando com André Carreira, conseguimos melhor enxergar aquele espaço, para que, junto com ele, conseguíssemos compor um ciclo... uma condução na qual aquele lugar fizesse parte de tudo, na qual conseguíssemos por a lua no chão.